sexta-feira, 21 de abril de 2017

A insanidade de Léo Pinheiro

A insanidade de Léo Pinheiro – Lula manda destruir provas e só conservar a mais robusta de todas, o triplex do Guarujá - O Cafezinho



A insanidade de Léo Pinheiro – Lula manda destruir provas e só conservar a mais robusta de todas, o triplex do Guarujá

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Postado em Bajonas Teixeira
Por Bajonas Teixeira


A acusação de Léo Pinheiro é tão imbecil, tão incrivelmente idiota
que, em resumo, diz que Lula mandou destruir as provas, mas deu também
ordens para não vender o triplex. Isso equivaleria a um chefe de
quadrilha que ordenasse ao seu bando: “escondam o dinheiro do assalto
mas deixem os corpos dos guardas assassinados bem visíveis na minha sala
de estar”. Em nenhum planeta desse vasto universo, isso seria crível:
deixar-se de eliminar a prova, a única prova, que é uma prova tripla,
justamente o triplex do Guarujá. Que outra prova poderia haver? Nenhuma.
Mas justamente essa robusta, tripla, materialíssima prova, não teria
sido eliminada, isto é, vendida a outro pela OAS.


Como o grande cérebro do maior esquema criminoso da história do
Brasil, o comandante em chefe, o intelecto do mal, o mago que faz as
provas desaparecerem num passe de mágica, teria ordenado tal sandice?
Seria ele um triplexmaníaco?


Sim. Talvez uma criança de cinco anos, ou um adolescente formado pela
escola sem partido, pudessem ser ludibriados pela farsa montada pelo
ex-presidente da OAS. Mas um adulto com um mínimo de capacidade de
reflexão, jamais se deixaria convencer pela construção primária dos
fatos e pelas inconsistências dessas denúncias.


Vejamos como tanta imbecilidade pôde ser construída.


É preciso voltar a história recente de Léo Pinheiro para explicar sua
afronta ao mais simples bom senso. Na verdade, elas são a tentativa
desesperada de um sujeito que, tendo se calado em seu depoimento a Moro no dia 24 de agosto de 2016, foi, como um incentivo ao canto livre, preso novamente no dia 05 de setembro, justamente por ordem de Sérgio Moro.


Ou seja, após se calar no depoimento de agosto, por não ter dito o
que Moro queria ouvir, Leo Pinheiro recebeu como punição a volta à
prisão apenas 12 dias depois. Pode haver melhor método para ensinar um
passarinho a cantar? E mais, um passarinho já bem amaciado que já havia
sido preso em 2014 pela Lava Jato e condenado a 16 anos?


Contudo, até aí Léo Pinheiro se manteve firme. Não inventou nada.
Veio então sua tentativa de delação premiada que, contudo, segundo o
UOL, não foi adiante por faltar elementos que incriminassem Lula:


“Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do
Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa
agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha
recebido. A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na
visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua
narrativa.”


Ou seja, mesmo condenado a 16 anos, Léo Pinheiro se recusou a mentir.
Isso aconteceu em junho de 2016. Mas o que veio depois? Logo depois, em
segunda instância, a pena do empresário foi aumentada para 23 anos.


Por que a versão foi considerada “pouco crível pelos procuradores”?
Por que para eles todo o edifício da Lava Jato, conforme aquele risível
PowerPoint de Dallagnol, repousa na colocação de Lula como o comandante
em chefe de toda a corrupção. E qual a narrativa?


A Lava Jato diz ter convicção de que, em paga de três contratos com a
Petrobras, em que se incluem obras das refinarias REPAR e RNEST, a OAS
teria pago a Lula vantagem indevida, ou seja, o mísero triplex do
Guarujá.


Ordem para destruir provas


Primeiro, como não existe prova alguma que incrimine Lula, ao invés
disso ser o suficiente para inocentá-lo, Lula foi acusado de destruir
provas, ou seja, de ser um criminoso duplo (que comete o crime e destrói
as provas do crime cometido): deu ordens para destruir as provas. Para
tentar tornar verossímil isso, Léo Pinheiro diz que seguia instruções,
que era orientado. Então, foi orientado a destruir provas. De toda essa
baboseira, não mostra sequer uma única… prova. Ou seja, o argumento é:
não tenho provas porque Lula mandou destruir as provas.


E no entanto, Lula mandou não vender o triplex…


“A orientação que foi me passada naquela época foi de que: ‘toque o
assunto do mesmo jeito que você vinha conduzindo. O apartamento não pode
ser comercializado, continua em nome da OAS, e, depois, a gente vai
fazer para fazer a transferência ou o que for’. De acordo com Pinheiro,
assim foi feito.”


Mas que imbecil pediria para não vender a prova do crime, e
guarda-la para que, mais à frente, pudesse fazer a transferência?? Isso
está além da imaginação e do mínimo de verossimilhança
. O país inteiro, e a Lava Jato em particular, a mídia de olho, e a ordem que vem é essa: mantenha para mais tarde transferir.
É óbvio que isso contradiz inteiramente a versão da destruição de
provas. A maior, mais robusta, clara, cristalina, e irrefutável prova,
deveria ser mantida.


É um discurso, como já assinalamos, calibrado para egressos da escola
sem partido. Como parte do país pode crer nisso? Pela repetição
incessante da mídia, pela falta de um discurso contrário, pela entrada
do Brasil em uma espiral totalitária. Também na Rússia stalinista, em
1937 e 1938, julgamentos espetáculo foram montados e seus réus culpados e
fuzilados. Todos os melhores homens que comandaram a revolução de 1917
foram eliminados. Hoje, num linchamento ainda maior, todas as armas se
voltam para um único alvo: Lula.


PS: O leitor Francisco de Assis chama-nos a atenção para um ponto
bastante importante. O gênio do Mal, Lula, segundo  o depoimento de Léo
Pinheiro, teria mandado destruir as provas em “maio ou junho de 2014”.
Contudo, o mesmo Léo assegurou em outro depoimento, que os “comparsas”
do chefe da organização, Marisa e Fábio, visitaram em sua companhia o
imóvel em agosto de 2014. E avisaram que pretendiam tomar posse do
triplex no revéillon 2014-2015. Ou seja, Lula iria mudar-se para a prova
número 1 dos seus delitos meses depois de ordenar a destruição das
provas. É um disparate tão evidente que trai toda a insanidade das
denúncias do ex-presidente da OAS.

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